quinta-feira, setembro 28, 2006

Minha Loucura 023



Olá a todos por aqui.
Recebi este texto de uma aluna. Na verdade ela comentou sobre ele e eu pedi que me enviasse.
Estou ainda pensando sobre ele. Naturalmente que consigo considerar que a autora deveria estar mesmo de "saco cheio" quando o escreveu e na minha opinião para ela inicialmente tinha endereço certo, embora este endereçamento acaba sendo para inúmeras pessoas.
Compreendo também que a autora não se refere à vaidade feminina genuína, aquela que todas conhecemos bem, afinal queremos sim estar de bem conosco, com nosso corpo, enfim, é de nossa natureza de deusas.
Mas, ainda estou pensativa sobre o texto e não tenho efetivamente uma opinião formada, embora tenha uma vontade danada de enviá-lo à algumas pessoas em especial.
Mas, chega de bla bla bla, queria mesmo era que você lesse e deixasse um comentário.
Lá vai:
Se existe alguém que pode falar o que vou falar para você, sou eu. Então, por favor: tenha a humildade de admitir que sei o que estou falando. Pois o que eu te direi é duro. mas poderá te lazer um bem enorme.
Chega. Chega de se comportar assim. Como se estivesse lutando pelo posto de rainha da bateria. De Miss Maravilha do Mundo. Basta de ataques, dessa competividade suburbana - eu sou a melhor, eu sou a mais alta ou eu sou a mais gostosa do pedaço. Ninguém tá ligando a mínima se você corre 10 quilômetros ou se aplicou Botox nessa tua testa sem expressão. Ou se você é assim porque ainda não passa de uma menininha que (quer ser mais perfeita do que a mãe, conquistar o amor do pai e ser a primeira da classe. Esse teu afã psicopata de vencer todas as paradas só te deixa ridícula. E me faz querer usar um termo que odeio: coisa de mulherzinha. Mulherzinha ê que tem essa mania de estar sempre desconfiada das amigas, porque todas teriam inveja do seu corpão e do seu cabelão estilo falso-loiro-natural-cinco-tons. Lamento informar, querida, que ninguém sente inveja de você. Por isso chega de dizer por aí que, para não atrair olho grande, é bom ficar de bico fechado sobre a tal possível promoção que você terá no trabalho. Relaxa, ninguém está a fim de ser você.Tente, portanto. ser você com mais leveza. E lembre-se: esse negócio de dizer que não se pode confiarem mulheres só comprova que você c uma pessoa maliciosa. Sendo que isso está longe de ser porque você é fêmea.
Quando vejo você tagarelando sobre seus feitos sexuais, sinto-me num filme ruim sobre ginasiais americanas. Todas fanhas e excitadas. Chega, tá? De azucrinar os outros com essa sua boca-genital lambuzada de gloss, cuspindo baixos-clichês, simulando uma modernidade que Você não tem. Nunca mais caia no ridículo de fazer "sexo casual" com nenhum tipo de homem, mais velho ou mais novo, casado ou solteiro, porque todo mundo já sabe que você finge tudo. Que goza. que não se sente fácil, que não liga quando os caras não telefonam no dia seguinte. Seja honesta uma vez na vida: confesse. Que você não é nada tão wild quanto se vende. Que não sabe falar tão bem inglês assim. Que fez escova progressiva. Que tem dermatite. E enfim você lerá alguma paz, pois se reconhece humana, e não a barbie boba que você procura ser. Acredite: idiotice só te faz charmo¬sa para os cafajestes. Se continuar assim, nunca vai aparecer aquele cara bacana que você gostaria que aparecesse; para lutar por você, até te conquistar, e destruir essa tua linda silhueta com uma gestação de 15 quilos.
É triste amiga Mulherzinha, mas você terá que abrir mão da máscara de rímel que cobre a sua verdade.

FERNANDA VOUNG É CO-ROTEIRISTA DE OS NORMAlS E AUTORA DE VÁRIOS LIVROS. ENTRE ELES AS DORES DO AMOR